PAGAMENTO MILIONÁRIO POR APLICATIVO QUE NÃO EXISTE E NOTAS FISCAIS DESMENTEM TIAGO AMARAL
A gestão do prefeito Tiago Amaral enfrenta uma crise de credibilidade sem precedentes. Documentos fiscais obtidos com exclusividade revelam que a Prefeitura de Londrina, por meio da Companhia de Tecnologia e Desenvolvimento (CTD), já iniciou o faturamento de R$ 300 mil mensais pelo aplicativo Londrina On. O valor está sendo cobrado mesmo com a ferramenta totalmente inoperante desde o seu lançamento pomposo em outubro do ano passado. A nota fiscal, com data de 28 de janeiro de 2026, desmascara o discurso oficial do governo, que tentava tranquilizar o contribuinte afirmando que o projeto não geraria custos por estar em fase de testes.
O Ministério Público (MP) já acompanha de perto a movimentação financeira da CTD, que parece ter se transformado em um duto de recursos públicos sem qualquer entrega prática. A estratégia da administração municipal de classificar o atraso como uma "ajuste de inconsistências" não convence os órgãos de fiscalização, principalmente após a cidade despencar 44 posições no ranking de transparência pública do Tribunal de Contas, saindo do topo para o amargo 62º lugar. Para analistas políticos, esse apagão de dados é uma tentativa deliberada de esconder o ralo de dinheiro que consome o orçamento enquanto os serviços básicos definham.
O contraste entre a "modernidade" prometida e a realidade das ruas é chocante. Enquanto a CTD fatura R$ 300 mil por mês para gerenciar um software que sequer abre no celular do cidadão, Londrina desaparece sob o mato alto. O abandono da zeladoria urbana atingiu níveis alarmantes em 2026, com terrenos públicos e calçadas transformados em criadouros de doenças. O prefeito Tiago Amaral reconhece o problema da sujeira, mas prefere culpar contratos antigos em vez de explicar por que prioriza o pagamento de faturas milionárias por um aplicativo que deveria, ironicamente, servir para denunciar o próprio mato que o governo não consegue roçar.
A pressão sobre o gabinete do prefeito aumenta na mesma medida em que o Ministério Público aperta o cerco contra irregularidades administrativas. Vale lembrar que o MP já precisou intervir recentemente para barrar o acúmulo ilegal de salários de secretários da atual gestão, o que reforça o clima de desconfiança sobre a moralidade dos contratos da prefeitura. Em uma cidade onde a transparência evaporou e o mato tomou conta dos bairros, o faturamento antecipado de um serviço inexistente não é apenas um erro técnico, é um deboche com o suor de quem paga o IPTU e exige, no mínimo, honestidade com as contas públicas.
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