Prato feito em crise: consumo de arroz e feijão despenca na mesa dos brasileiros
O tradicional "arroz com feijão", símbolo da identidade nacional e base da alimentação no país, está perdendo cada vez mais espaço no dia a dia. Dados recentes mostram uma transformação profunda nos hábitos alimentares: na década de 1980, o brasileiro consumia, em média, 45 quilos de arroz por ano. Hoje, esse volume caiu para cerca de 30 quilos por pessoa, uma redução de um terço no consumo.
A mudança não é por falta de gosto, mas sim pela busca por praticidade. Com a rotina cada vez mais corrida, as famílias estão trocando o preparo dos alimentos básicos por produtos prontos e ultraprocessados. Esses itens industrializados oferecem rapidez no preparo, mas deixam de lado o equilíbrio nutricional e o valor cultural que a combinação de arroz e feijão carrega há gerações.
Especialistas do setor alertam que essa troca por alimentos industrializados reflete o ritmo de vida moderno, mas traz preocupações sobre a qualidade da saúde da população. O arroz e o feijão sempre garantiram uma nutrição completa e barata para as classes C, D e E, e o seu afastamento da mesa indica que o "progresso" na cozinha pode estar custando caro para o bem-estar e para as tradições brasileiras.