SAÚDE DE LONDRINA AFUNDA EM CRISE: MORTE DE CRIANÇA E RATO EM UNIDADE EXPÕEM CAOS NA GESTÃO VIVIAN FEIJÓ
A saúde pública de Londrina atravessa um dos momentos mais delicados e revoltantes dos últimos anos. Enquanto pacientes enfrentam filas, estruturas precárias e denúncias graves de negligência, a secretária municipal de Saúde, Vivian Feijó, parece mais preocupada com solenidades, eventos festivos, agendas protocolares e autopromoção do que com o sofrimento diário da população que depende exclusivamente do SUS.
Os episódios registrados nos últimos dias escancaram um cenário de abandono, descontrole e insegurança sanitária, que já ultrapassou o limite do aceitável.
O caso mais doloroso e chocante envolve a morte de uma criança de apenas dois anos. Segundo relatos da família, a menina foi levada ao Pronto Atendimento Infantil apresentando sintomas preocupantes, mas acabou sendo liberada com diagnóstico de virose. Dois dias depois, a criança morreu no Hospital Universitário.
A tragédia abalou a cidade e levanta questionamentos inevitáveis: houve falha no atendimento? Houve negligência? O protocolo foi seguido corretamente? A família agora convive com uma dor irreparável, enquanto a população assiste, indignada, ao colapso de um sistema que deveria salvar vidas, e não colocar pacientes em risco.
Quando um atendimento infantil falha a ponto de uma criança perder a vida dias após ser dispensada, não se trata apenas de um erro isolado. Trata-se de um sinal alarmante de que algo está profundamente errado dentro da rede municipal de saúde.
E, como se a situação já não fosse grave o suficiente, outro episódio revoltante veio à tona nesta segunda-feira, no Pronto Atendimento do Jardim Leonor.
Usuários da unidade se depararam, logo pela manhã, com um rato morto na recepção, justamente em um espaço que deveria seguir rígidos protocolos de higiene e vigilância sanitária.
A cena é simbólica do tamanho do abandono.
Onde está o controle sanitário da unidade? Onde estão os protocolos de limpeza? Quem garante que roedores não circulam pelos estoques de medicamentos, soros e insumos hospitalares? Quem assegura à população que materiais utilizados nos atendimentos estão livres de contaminação?
Em qualquer ambiente de saúde, a presença de ratos representa risco sanitário gravíssimo. Em uma unidade pública de pronto atendimento, o problema ganha contornos ainda mais alarmantes.
O que deveria ser um local de acolhimento e segurança se transforma em motivo de medo e revolta para pacientes e servidores.
Enquanto isso, a secretária Vivian Feijó segue acumulando polêmicas. Além das críticas pela condução da saúde municipal, pesa sobre ela o fato de receber dois salários públicos, um da Prefeitura de Londrina e outro do Hospital Universitário, situação que revolta muitos cidadãos que trabalham diariamente para sobreviver com apenas um salário.
Para a população, fica a sensação amarga de que existe uma elite do serviço público blindada da realidade enfrentada por quem depende do sistema municipal.
A pergunta que ecoa nas ruas de Londrina é simples: quem está cuidando da saúde da cidade?
Porque, diante de mortes suspeitas, denúncias de negligência, estruturas degradadas e até ratos em unidades de atendimento, fica cada vez mais difícil acreditar que exista gestão, planejamento ou prioridade real para aquilo que deveria ser o básico: preservar vidas e garantir dignidade à população.
A saúde de Londrina não enfrenta apenas uma crise administrativa. Vive um colapso moral, sanitário e humano.