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Caos na saúde de Londrina expõe desgaste da gestão e aumenta pressão sobre Vívian Feijó

✍️ POR: REDAÇÃO JL - JORNAL DE LONDRINA

 




A saúde de Londrina infelizmente afunda cada vez mais em um caos, com tempos de espera intermináveis nas unidades de saúde. Em meio à crise, cresce também a revolta da população com a condução da pasta pela secretária de Saúde, Vívian Feijó, que recebe dois salários que, somados, chegam a quase R$ 50 mil, mesmo exercendo apenas um cargo, situação vista por muitos como uma verdadeira aberração com o dinheiro público.


Nesta última segunda-feira (25), quem precisou ser atendido em uma unidade de pronto atendimento em Londrina sofreu na pele o descaso de uma gestão que parece viver em uma redoma de puxa-sacos e fantasias. Até mesmo a imprensa tradicional da cidade, que tem lá suas ressalvas em falar da administração do prefeito Tiago Amaral, não aguentou o clamor popular, e a saúde foi manchete de destaque negativo em todos os jornais da cidade.


O tom dos apresentadores era unânime em relação a uma crise sem precedentes na saúde e à omissão de explicações por parte da secretária Vívian Feijó.


Relatos e imagens cortaram o coração no Pronto Atendimento Infantil. O tempo de espera chegou a sete horas. A cena que se via era chocante: crianças e mães amontoadas no chão, com filhos chorando, com febre, fome e sem atendimento.


A equipe do apresentador Macedão, da Rede Massa, que cobria ao vivo o caos da falta de atendimento no PAI durante o horário de almoço, foi expulsa pela Guarda Municipal da unidade. O episódio gerou ainda mais revolta no apresentador, líder de audiência no horário, que esbravejou e intimou a secretária Vívian Feijó, o prefeito Tiago Amaral e vereadores a tomarem uma providência. Ao fundo, repercutia uma triste imagem de uma mãe com seu filho doente sentado no chão duro e frio.


Mas não foram apenas as crianças que sofreram com longas horas de espera nas unidades de pronto atendimento em Londrina. Pacientes que buscaram atendimento no pronto atendimento do Leonor e na UPA Sabará também relataram enorme descaso e tempo de espera superior a sete horas para passar por um médico.


As cenas também eram lamentáveis nessas unidades: pessoas amontoadas, muitas sentadas no chão por falta de estrutura e empatia por parte de quem está no comando da pasta.


Já na UPA do Jardim do Sol/Mater Dei, que possui a maior estrutura de atendimento segundo a prefeitura, o cenário não foi diferente. As imagens que circulam aos montes na internet dão conta de uma superlotação e, novamente, pessoas tendo que recorrer ao chão duro e frio em uma espera que ultrapassava cinco horas.


A crise e o caos instalados na saúde têm tomado proporções nunca antes vistas na cidade. Em recente participação em um podcast, a secretária Vívian Feijó foi alvo de críticas pesadas sobre seu comando, ou a falta dele, à frente da pasta.


A morte da pequena bebê de dois meses após atendimento no PAI foi um dos pontos mais comentados durante a transmissão. Nitidamente incomodada com a pressão e os questionamentos, em determinado momento a secretária chegou a pedir respeito e compreensão. Na sequência, estranhamente, a transmissão ao vivo caiu.


Segundo fontes que circulam com certa influência entre os corredores da Câmara e da Prefeitura, a má administração da saúde tem causado desconforto e desgaste entre o prefeito e o Legislativo. Isso porque, em vários momentos, jornalistas têm cobrado publicamente os vereadores por esse caos.


Alguns vereadores já defendem mudanças na pasta como forma de aliviar as cobranças e servir como resposta à sociedade. Por outro lado, é de conhecimento público a proximidade do prefeito Tiago Amaral com a secretária Vívian Feijó desde a época do Hospital Universitário. Há quem diga que, naquela época, Tiago inclusive era quem dava as cartas dentro do hospital universitário.


Por isso, a saída da secretária não seria algo tão simples assim. Porém, segundo fontes, o próprio prefeito já estaria cansado dos recorrentes desgastes da administração, somados à baixa popularidade, e começaria a considerar uma troca no comando da saúde.

No final das contas, o que o povo quer é uma administração pública que deixe um pouco de lado eventos, festas, viagens e supersalários, e comece a arregaçar as mangas para trabalhar de verdade pelo povo.

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